A amiga Sú tem razão. Este blog está tão sem graça e largado, que não dá mais vontade de visitá-lo. Pudera, passo raros tempos em casa, onde venho só para dormir. E também acabei de levar um esculacho da mãe:
-"Você está muito boêmia, daqui a pouco te mando embora. Antes de você ir pular carnaval, compra umas pastilhas para sua garganta. Não vá ficar sem voz, como das outras vezes. E não se esqueça de pegar uma bacia, colocar uma barra de gelo e sentar em cima. Quem sabe, assim apaga o fogo que você tem no rabo. Nunca vi! A última coisa que imaginei ter nessa vida, era uma filha gandaieira igual a você. Vou te internar num convento."
Minha nossa... Não é preguiça, eu juro. É pura falta de tempo e de assunto.
Sombra preta em bastão nos dentes da frente, umas pintas horrorosas feitas com lápis de olho, maquiagem de drag-queen, cabelo desgrenhado, sete brincos enormes nas orelhas, uma calça justa vermelha, um short xadrez por cima, um cinto grosso, uma blusa amarrada e um salto 12: a verdadeira visão do inferno. Depois, um pulo em cima do primo, para arrancar-lhe beijos. O máximo que consegui foi um:
-"Sai daqui guria, você tá parecendo o capeta!!!"
Blog largado às traças... Bah, eu odeio domingo.
Querido blog,
hoje eu pequei. Senti a inveja, um dos sete pecados capitais, invadindo meu corpo. Há pouco tempo, conheci uma senhora que tem câncer, é bem pobrezinha e tem o rosto marcado pelo sofrimento. À primeira vista, parece que a vida não foi generosa com ela. Mas, basta ficar um pouco por perto, para perceber que tem uma enorme paixão pela vida. Nada estraga o sorriso daquela mulher. Sua alegria é contagiante e suas palavras são simples e sábias. Muito sociável, conversa com todos, e se perguntam:
-"Como está?"
-"Eu estou ótima, muito feliz. Agora que eu vi você, tudo ficou maravilhoso. Você é linda! Você é especial! Olha, eu tenho câncer. Estou tratando neste hospital"- e retira o diagnóstico do bolso. -"Mas eu sou mais forte que ele, coitado."
Olho-a com compaixão e recebo um abraço apertado.
-"Você merece tudo de bom que a vida pode oferecer. Que Deus te ilumine e te conserve sempre assim, linda e meiga."
Um anjo. Nada melhor para definí-la. E eu, que não tenho dificuldades financeiras, nem doença grave (ainda!), falo mal da vida. Sinto-me uma pobre coitada e vazia. Tenho muito a aprender com aquela dona.
Creeeedo! Alguém já fez isso?
5 Maneiras de Enlouquecer uma Mulher na Cama
1 - Amarre-a na cama e vá assistir a Corinthians contra XV de Piracicaba na padaria da esquina.
2 - Amarre-a na cama e deslize uma pena no corpo dela. Quando ela estiver completamente excitada, diga: - Espere um pouco, vou na cozinha pegar o resto da galinha...
3 - Amarre-a na cama e leia um artigo sobre hermenêutica, escrito por algum intelectual da USP e publicado no caderno dominical Mais!, do jornal Folha de S. Paulo.
4 - Amarre-a na cama e finja que está ouvindo vozes: -E agora, mestre, devo cortar o pescoço dela ou botar fogo no apartamento?
5 - Amarre-a na cama e conte nos mínimos detalhes sua transa com a gostosa da contabilidade (nem que vc tenha q inventar que isso aconteceu...)
Saudades do antigo chefe, dos antigos colegas de serviço, do antigo estágio. Saudades do pai, do irmão ausente e do tio que mora longe. Saudades da amiga que casou, dos amigos que se foram, dos amigos que não vejo há tempos. Saudades de mim mesma...
"Algumas vezes quando reflito acerca de toda a cerveja que já bebi, me sinto envergonhado. Mas, logo vejo além do copo e penso nos trabalhadores da cervejaria e seus sonhos e esperanças. Se eu não bebesse esta cerveja, eles poderiam perder seus trabalhos e todos os seus sonhos ver-se-iam desfeitos. Portanto, eu digo: - ' É melhor que eu beba esta cerveja permitindo que seus sonhos se tornem realidade, do que eu ser egoísta e me preocupar só com meu fígado '."
(Jack Handy)
"Algumas vezes um homem inteligente é forçado a ficar bêbado para passar um tempo com os burros".
(Ernest Hemingway)
"Quando li sobre os problemas que a bebida causa, deixei de ler".
(Henny Youngman)
E, para fechar com chave de ouro:
MENSAGEM PUBLICITÁRIA EM UMA CERVEJA DA NORUEGA:
"Ajudando as feias a fazer sexo desde 1862".
Mais uma cantada que falhou...
-"Oi gata! Me leva embora com você?"
-"Mas eu não vou embora!"
-"Então, me leva onde você vai."
-"Eu vou pro inferno, que ir junto?"
Faltou o complemento... Parecido com o capeta você já é!
Aleluia! Aleluia!
Mesmo receosa, fui à aula. Já tinha armado uma ótima desculpa para as minhas faltas. Chego na sala, os comentários surgem:
-"Quem é vivo sempre aparece."
-"Ah, resolveu aparecer?"
Mas, o pior de todos foi o professor. Sim, aquele que me chamou de figura.
-"Vou dar um mapa de presente pra você. Assim você não esquece o caminho da faculdade. Também vou dar um relógio, para você se lembrar do horário que a aula começa."
Só porque cheguei 40 min atrasada? Povo intolerante... Até a desculpa foi pro brejo.
Aula de hoje: exame de próstata. O que isso tem a ver com Administração?
Capítulo 1
Do tesão de Salim pela morena Ximautrúfia
Coronel Eustáquio tentava desviar os olhos de Ximautrúfia, mas era difícil não reparar na maneira extravagante com que a moça preparava o macarrão. Enquanto Ximautrúfia acariciava a almôndega, o coronel só conseguia pensar em ter a perna da cabrita em sua boca. Salim fingia não perceber o escancaramento do homem mais poderoso da cidade. Desafiar o dono da Fazenda Santa Caneca? Só com muita justeza e proteção de Oxum, melhor aquietar a cabeça e manter aquele tesão guardado junto com a bazuca.
- O que pensa que está fazendo?
A voz de Ximautrúfia quebrou o silêncio tenso do ambiente. Mas por pouco tempo. Ela sabia que não teria respostas. Não era sua voz, mas seu par de coxas que chamava a atenção daqueles dois. Ela não valia mais do que um pau. Melhor esquecer. Melhor nem acariciar. Voltou a acariciar a almôndega.
Capítulo 2
De quando Oxum novamente escutou Ximautrúfia
A lavoura de cacau pedia trégua. A fazenda Santa Caneca já não agüentava mais tanta devastação e pedia clemência da vassoura de bruxa. Da mesma forma que a cidade inteira pedia alguma solução. Enquanto coronel Eustáquio especulava na capital alguma forma lucrativa de negociar a venda da sua propriedade, Ximautrúfia apelava para que Oxum mandasse embora aquela maldição. Com os homens sem dinheiro, ela e suas cabritas não tinham futuro. O escancaramento estava sendo substituido pelo desânimo. As carolas seriam as únicas felizes, porque só elas dão valor para a tristeza.
Até o paciente Salim foi visto chutando um pau e gritando para a poeira que se levantava na frente da venda:
- O que pensa que está fazendo?
O cabra tinha enlouquecido. Não havia mais o cheiro de macarrão saindo das janelas. A praga extinguiu também a possibilidade de possuir almôndega nas despensas. Não havia lugar nem mais para o tesão. Foi assim até o dia em que viram Ximautrúfia acariciar. Era o sinal. Sempre que Oxum a ouvia, isso se repetia. Dito e feito. Em um mês a praga abandonava a cidade, a fazenda Santa Caneca e os pesadelos de Ximautrúfia, que - depois de ser ouvida -, resolveu toda noite em total escancaramento, dançar e exibir sua extravagante perna na frente da igreja, sem ligar para a oculta ameaça de uma bazuca.
Capítulo 3
Da primeira vez que a perna de Ximautrúfia encontrou as mãos de Salim
Salim não agüentava mais as provocações de Ximautrúfia. A mulher do Coronel Eustáquio todo dia arrumava uma desculpa para aparecer no armarinho. Sempre com a saia curta e o escancaramento menor ainda. Falava do marasmo de viver na fazenda Santa Caneca, dos suores noturnos, do tesão estancado em seu coração. O turco tentava mudar de assunto.
- O que pensa que está fazendo?
Mas quem disse que adiantava? A mulher sempre arrumava um jeito de voltar ao ataque. Usava técnicas de baixeza inomináveis. Chegou até a preparar um prato de macarrão (inegável afrodisíaco), ainda caprichado na almôndega , só para Salim não ter como recusar o agrado.
Orientado pela negra Juventina, o dono da armarinho resolveu a fazer um despacho para Oxum, na tentativa de se livrar da fazendeira e da perspectiva de ser atravessado por uma bazuca. Até acariciar o turco fez, para ver se passava por louco e espantava a insistente. Mas ela tinha o corpo fechado para despacho e aberto para teimosia. Num dia de calor retado, Ximautrúfia entrou no armarinho com a desculpa de comprar um pau. Salim não tinha pau a venda. Nem como resistir à perna de Ximautrúfia exposta daquela forma extravagante. Danou-se.
*Historinha criada a partir do Gerador de Textos do Jorge Amado , do Mundo Perfeito
Amigos... Anjos protetores e iluminados.
Um sorriso. Um abraço. Um beijo.
Uma conversa. Uma confidência. Uma piada.
Um arroto. Um dedo na testa. Sem dedo? Um tapa.
Uma ligação. Três palavras. Balada!
Cerveja. Besteiras. Travada.
Gasolina rachada, cigarro divido.
Sim, amigo!
Neste final de semana ganhei mais um superamigo. O Rodrigo, que agora há pouco me disse:
"Posso te falar uma coisa? Você me deu um dos melhores finais de semana da minha vida!"
Ganhei meu dia, minha semana, meu ano. E na loteria? Ainda não. Nem preciso. Já ganhei o que há de mais belo no mundo.
E ainda tem gente que não acredita em anjos...
O MICO DO ANO (até o momento...)
-"Léo, você tá aí no banheiro?"
-"Tô!"
-"Não tá batendo punheta não, né?" - me perdoem o nível, mas foi exatamente assim que eu perguntei. Fui para o quintal e continuei gritando:
-"Vem pra cá!"
-"Não vou não."
-"Vem logo, porra! Eu tô mandando. Eu sou sua mulher e pronto!" - risada geral.
-"Não é não!"
-"Ah, danado. Ta me contrariaaaaan...do!" Olho pela janela. Não era o Léo. Era o namorado da amiga do meu irmão. E a cara? No chão até agora.
P.S.: Não é o mesmo Léo de dois posts atrás.
Vrummm... Vrummm...
Barulho estranho. Levanto assustada e vou ver o que é. 5:30 da matina e quatro bêbados arrancando o mato do quintal, para fazer um churrasco. Puxam o fio do cortador de gramas e um copo inteiro de vinho cai e quebra.
-"Porra, cara! Esquecemos o do santo e agora ele quis o copo inteiro."
Minha mãe e minha irmãzinha levantam. Riem. Meu irmão NUNCA limpou o quintal, superpreguiça, e agora tá lá, todo animadão, conversando até com as cadelas daqui de casa. Minha mãe deve estar se perguntando: "Minha nossa, por quê bulufas eu fui ter filhos? Cada um pior que que o outro! Por quê eu não comprei cachorros?" Mas ela apenas ri das nossas palhaçadas e bebedeiras.
-"Vai fazer um café para esses meninos, eles estão tontos!"
Ahã... Não faço nem pra mim, quem dirá pra um bando de travado que não me deixa dormir...
Boate, música e fervo. Subo a escada atrás da amiga, quando um desconhecido me puxa:
-"Tô doidão pra te conhecer."
-"Ah, é? Então, sai daqui, que lugar de doido é no hospício."
-"Ow, é serio. Tô afinzão de te conhecer..."
-"E por quê eu e não minha amiga?"
-"Ah, e que não tinha visto ela..."
-"Li, este é o Léo. Léo, esta é a Li."
-"Pronto! Agora posso te conhecer?"
-"Ainda não. Se é pra namorar, tem que conhecer meu irmão primeiro..."
Não, o cara não correu depois dessa. Foi lá conhecer o "irmão". Era o Rodrigo. O Pepê tinha virado primo.
E no final da aula...
-"Né, figura?" - pergunta o professor - "Aí, nem olha pra mim a peça rara."
Ergo meu rosto.
-"É com você mesma que estou falando!"
Pô, não se pode mais nem desenhar em sala de aula... E a liberdade de expressão?
Convivo quase diariamente com um monstro, um ser medonho, que, só de olhar, me causa arrepios intermináveis. Não estou falando do meu espelho. É de carne, osso e tecidos adiposos. Cara feia, jeito feio e fala engraçada. Agora eu acredito nas criaturas como Jason, Churky e etc...
Acreditem se quiser... estou acordada desde às 9:00 da matina de ontem. Fervi demais!!! Dancei e bebi todas... E o porre? Sarou com 50 gotas do Buscopan do Rodrigo, que deve estar com raiva de mim até agora. Só o deixei dormir às 6:30h, hora de ir pra casa, me arrumar para ir trabalhar. Foi difícil manter-me acordada durante a reunião. Mas, depois de uma caminhada sob um sol causticante de 40 graus, reanimei. Já tô doida pra ferver novamente. Som no último, para infelicidade dos vizinhos, e muito tremiliques no corpo. Em casa mesmo e daí? Ainda tá cedo... Não tem boate aberta.
Meu, tenho que largar dessa vida... Na farra desde sexta passada, todos os dias. Ai, papo de gente fútil. E daí? Tô felicíssima!!!
Só para registrar... Acabei de chegar em casa do fervo. Fomos para a boate, da boate pro baguncinha, do baguncinha pra casa da Lianna, beber o restante da vodka com citrus que tinha ficado. Bem... Ah, depois eu conto. Tô indo para uma reunião agora, depois eu conto. Dormir? Só à noite.
Papai do céu, prometo que semana que vem eu vou à aula...
Sábado, numa festa em Cáceres, mais pra lá do que pra cá, comecei a chorar copiosamente no ombro de um ex-cunhado. Não, não era por causa do ex, extirpado da minha vida. Era por causa do meu irmão. Ele vai morar com meu pai naquela cidade. Sentirei muita falta dele, que sempre foi companheiro e muito amigo. Meu confidente. Nossos amigos são os mesmos, afinal, estamos sempre juntos. Desde criança, protegíamos um ao outro. Somos assim, quase xipófagos (é assim que escreve?).
Pepê, meu irmão querido, amigo do peito. Sentirei muito sua falta. Meus dias serão vazios na tua ausência.
Quem vai cuidar de mim quando eu ficar travada? Com quem eu vou dormir quando tiver medo? De quem eu vou rir nos domingos entediantes? Quem vai estufar a barriga, envergar as pernas e dizer pra mim "meu fiotinho, padinho"? Quem vai dizer que eu estou parecendo quenga, após eu me aprontar para sair? Quem vai dizer que eu sou "da gurizada"? E, por céus, com quem eu vou brigar para usar o computador? Ah, tem a Flavinha...
Vivendo e aprendendo II
Estávamos planejando uma festa para o final de semana, quando o Diego aconselhou:
-"Só não pode ter Balalaika. É destruidor de famílias. Um brigou com o pai e foi embora de casa. O outro, brigou com a mãe. Outros três terminaram os respectivos relacionamentos. Tudo isso depois de um porre de Balalaika."
E ainda me ligam, pedindo pra levar uma garrafa dessa maldita bebida pra casa de uma amiga... Mas nem! Hoje o porre vai ser de dança, amanhã tenho reunião cedo...
Fazendo uma faxina no meu quarto ontem à noite, entre um gole de cerveja e outro, encontrei a minha famosa lista de promessas para este ano. Comecei a ler...
Malhar: estou cada vez mais sedentária e comilona.
Estudar mais: não vou nem às aulas, quem dirá estudar.
Emagrecer: pensei melhor, não quero voar.
Parar de fumar: com o aumento do stress, passei a fumar 1 carteira diariamente (fumava só três ciagarros por dia)
Parar de beber: eu só podia estar de ressaca quando inseri isto na lista.
Voltar a estudar inglês: o único ítem que dá pra levar em consideração
Rasguei o papel em pedaços microscópicos e mudei meus planos. Agora são: largar meu atual emprego, dar o pontapé em "alguém", reduzir meu nível de stress, cortar os cabelos bem curtos e tatuar a palavra "FODA-SE" na minha nuca.
Estava ensinando uma senhora a sacar dinheiro, quando chegou outra, acompanhada de um senhor de cabelos grisalhos.
-"E aí? Como vai? Esse é meu filho. Ele não casou." - disse a outra velinha para a minha cliente.
-"Ainda não casei." - ponderou o senhor. - "Mas vou casar. Tô esperando uma moça bonita, sorridente, de olhos penetrantes, de blusa vermelha e que mexe com dinheiro." - completou, referindo-se a mim.
Fiquei roxa de vergonha e senti uma enorme vontade de dizer: "Cai fora, tio! Você já deve estar tomando viagra!". Mas não podia. Era cliente também. Apenas sorri sem graça e disse:
-"É... que mexe com dinheiro dos outros, o senhor quer dizer."
Cada um que me aparece...
Amiga Thaís... Sempre atenta ao que estou passando e sentindo... Olha o email que ela me mandou:
Vinte e poucos anos
Ter vinte e poucos anos... Isto é chamado de "crise de um quarto de vida". É quando você pára de sair com a galera e começa a perceber muitas coisas sobre você que você mesmo não conhece e pode não gostar disso. Você começa a se sentir inseguro e pensar sobre onde você vai estar daqui a um ano ou dois, mas de repente se sente inseguro porque você mal sabe onde está agora.
Você começa a perceber que as pessoas são egoístas e que, talvez, aqueles amigos que você pensou que eram tão próximos não são exatamente as melhores pessoas que você encontrou em seu caminho, e pessoas que você perdeu o contato eram algumas das mais importantes. O que você não consegue perceber é que eles percebem isso também, e não estão sendo frios, grosseiros, ou falsos, mas estão tão confusos quanto você.
Você olha para seu emprego...e não é nem perto do que você imaginava que estaria fazendo, ou talvez você esteja procurando emprego e percebendo que vai começar do zero e isso pode te assustar. Suas opiniões se tornaram mais fortes. Você vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando mais do que o usual, porque você percebe que desenvolveu certo limites na sua vida e está constantemente adicionando coisas na sua lista do que é aceitável e o que não é.
Em um minuto, você está inseguro e no próximo, seguro. Você ri e chora com a maior força da sua vida. Você se sente sozinho, assustado e confuso. De repente, a mudança é sua maior inimiga e você tenta se agarrar ao passado com a vida boa, mas logo percebe que o passado está cada vez mais longe, e não há nada a se fazer a não ser ficar onde está ou caminhar para a frente.
Você tem seu coração quebrado e pensa como alguém que você amava tanto pôde causar tanto estrago em você. Ou você fica deitado na cama e pensa por que você não poderia encontrar alguém decente o suficiente que você queira conhecer melhor. Ou às vezes você ama alguém e ama outro alguém também e não consegue imaginar porque você faz isso, já que você sabe que não é uma má pessoa. Ficar com alguém por uma noite ou galinhar começam a parecer ridículos. Agir como um idiota se torna patético. Você sente as mesmas coisas e enfrenta as mesmas questões de novo e de novo, e conversa com seus colegas sobre as mesmas coisas porque você não consegue tomar decisões.
Você se preocupa sobre empréstimos, dinheiro, o futuro e construir sua própria vida...e enquanto ganhar a corrida seria maravilhoso, neste momento você gostaria apenas de participar! O que você pode não perceber é que todos que lêem isso encontram algo em comum. Estamos em uma das melhores e piores épocas da vida, tentando o máximo que podemos acabar com isso.
Estou começando a me entender...
MOMENTO DE SABEDORIA
Estou um pouco bêbada, mas vamos lá...
Na sexta, ao chegar do serviço, os pestinhas daqui da rua pularam em mim, gritando:
-"Passou um ônibus aqui e deixou isto!"
Droga! A Van tinha passado. Lá vai aquela correria, ligar para a empresa, para a rádio táxi, arrumar a mala de última hora. Bem, depois de criar cabelos brancos de esperar o táxi, eis que este surge. O taxista já estava estressado porque a moça tinha passado o endereço incompleto para ele. Mas, quando este percebeu que eu estava mais estressada que ele, acelerou. Rodamos até, para achar a empresa da van. O motoca queria entrar no motel, ponto de referência, pra ver se era lá dentro, quando eu disse:
-"Pára aqui mesmo, eu me viro."
Pouco depois, achei o local. A moça perguntou-me se tinha problema de eu ir de moto ao encontro da van. Respondi:
-"Nããããoooo."
A moto. Meu pavor, minha ira, minha inimiga. Subi na dita cuja, cerrei os dentes e apertei os olhos. O cara na direção percebeu e, após parar e tirar meu capacete, perguntou:
-"Você tem medo de moto?"
-"Não. Tenho pânico!"
-"Hahaha... E porque você aceitou vir nessas condições?"
-"Moço... Se eu deixar que meus medos me dominem, eu não alcançarei meus meus objetivos nunca. Eu preciso ir pra Cáceres..."
É... Às vezes tenho meus momentos de reflexão...
Essa correria danada! Tá cheio de teia de aranha isso aqui. Vamos limpar...
****
A van entrou num bairro de periferia, desses onde os moradores não sabem o que é asfalto, nem água encanada. As ruas estavam alagadas e parecia uma viagem de escuna. O móvel sacolejava como se o mundo fosse acabar. Um pequenino preocupado e de voz chorosa se manifesta:
-"Mãe, acho que o motorista não sabe que estamos indo pra Cáceres. Ele tá levando a gente pro fim do mundo!"
***
-"... E o que eu iria dizer pra ela?"
-"Cai fora!"
Neste momento, um bêbado pára ao lado e começa a gritar:
-"O quê? Você tem coragem de mandar Jesus Cristo embora? Você não tem medo do que pode acontecer com você?"
-"Ah, cara, vaza! Vou bater em você!" - o amigo protege.
-"Você tem coragem de bater em Jesus Cristo? Ninguém bate em Jesus Cristo, nem a polícia."
-"Vou botar você em um crucifixo já, já."
Eu sei podre. Mas que foi assim, foi.






